Jean Francois Quentin Presidente da UBM Brazil. Confira a entrevista:

Em entrevista, Quentin fala sobre a atuação da empresa no Brasil e as expectativas de mercado

Terça, 14 de julho de 2015


Quais as expectativas do mercado brasileiro?

O mercado de eventos de negócios tem uma forte relação com a economia, e sendo assim, pode sofrer um impacto em 2015 e em 2016, principalmente em setores como infraestrutura e indústria. E, em menor escala, também as áreas de maior crescimento, como o setor médico-hospitalar e o de tecnologia. O setor de feiras com foco em eventos para o varejo também será afetado, pois os consumidores vão gastar menos em bens de consumo. A valorização das moedas estrangeiras em relação ao real não facilitará a importação e, assim, limitará o investimento de expositores internacionais no Brasil.

Quais serão as principais novidades do mercado após a aquisição da Hospitalar? A UBM pretende realizar mais aquisições?

Nosso intuito é ajudar os fornecedores de tecnologia e produtos da área de saúde brasileiros e da América Latina a chegarem ao mercado norte-americano. Almejamos ainda promover a Hospitalar entre os profissionais de saúde e fornecedores nos EUA e posicionar a Feira como o parceiro ideal para as empresas norte-americanas que procuram parcerias no mercado brasileiro e latino-americano. Também visamos facilitar o acesso dos profissionais (comunidade) da Hospitalar com os médicos especialistas nos EUA que podem compartilhar inovações médicas em diagnóstico, tratamento e técnicas cirúrgicas.

Quais os principais setores econômicos que a promotora tem interesse?
Queremos estar nos setores com alto potencial de crescimento e margem alta, de preferência nos setores médico, de alta tecnologia, farmacêutica, embalagem e infraestrutura.

Quais serão as principais iniciativas a serem adotadas na UBM para a America Latina até o final do ano?
Queremos reforçar continuamente o relacionamento com nossas comunidades. Desejamos ainda melhorar a experiência dos clientes em nossos eventos, incrementar a qualificação de nossa audiência e o número de visitação internacional, melhorar o conteúdo dos nossos eventos, desenvolver nossa estratégia online e incrementar nossa receita digital, além de atrair profissionais de alto nível de várias indústrias.

Na sua avaliação, como está o mercado de feiras de negócios da América Latina? Quais as principais evoluções?
O mercado de eventos na América Latina é composto por mercados de primeiro nível, como Brasil, México e Colômbia; de segundo nível, como Argentina e Chile; e os demais mercados que são os demais países da América Latina. Há sempre uma correlação entre a situação econômica e o mercado de eventos. Colômbia, Peru, Equador e Chile são os países que possuem setores em crescimento atualmente. O mercado de eventos poderá sofrer impactos em 2015 e provavelmente em 2016 devido a situação econômica atual. O México é um mercado em desenvolvimento devido a sua forte economia e sua proximidade com o mercado norte-americano.

O crescimento em alguns países do segundo nível na América do Sul será limitado enquanto a infraestrutura estiver limitada, que é o caso em muitos países. Já a Colômbia tem grande potencial de desenvolvimento no setor de eventos, mas o principal mercado, em Bogotá, é controlado por um único player, o que limita o acesso ao mercado.

Veremos mais concentração em longo prazo no Brasil por meio de aquisições e parcerias estratégicas, com players internacionais já estabelecidos no Brasil e com os recém-chegados que queiram fazer parcerias com grandes players no país. O custo de fazer negócios no Brasil e as barreiras à entrada são elevados, assim, as parcerias estratégicas são, provavelmente, uma boa maneira de entrar no mercado a longo prazo. A UBM está aberta a esse tipo de parceria e, obviamente, vai participar do movimento de concentração no mercado.

 

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